É por meio da pesquisa clínica que novos medicamentos podem ser descobertos e, assim, garantir que eles funcionem e que sejam seguros.

Diabetes

Os recentes avanços no conhecimento, na terapia e na tecnologia aumentaram a nossa habilidade de cuidarmos do paciente portador de diabetes.

Mas apesar destes avanços, pessoas com diabetes ainda apresentam um controle glicêmico sub-ótimo, apresentando complicações agudas e crônicas.

Nós, profissionais da saúde, sempre ficamos frustrados com a incapacidade dos pacientes em fazer as modificações comportamentais necessárias para um controle efetivo e global desta doença.

Já os pacientes, por sua vez, reclamam da falta de tempo com o profissional para discutir as suas dificuldades. A solução para resolver essa situação é a educação ao portador de diabetes como uma forma essencial de intervenção terapêutica.

Importância da educação


Existe uma vasta literatura sobre a eficácia da educação em diabetes. As técnicas de educação são diversas, indo desde a distribuição de material ilustrativo e apresentações de aulas didáticas, até as intervenções que envolvam o paciente de forma ativa.

O principal processo de aprendizado é aquele que treina o portador de diabetes a tomar decisões efetivas no seu autocuidado, além de usar o sistema de saúde como um recurso quando for necessário.

O aprendizado ativo é o preferido em todas as situações, portanto, o educador deve estabelecer as maiores necessidades do indivíduo antes de iniciar o processo de educação.

A prática da educação em diabetes deve integrar o atendimento clínico, a promoção de saúde, aconselhamento, manejo e pesquisa.

Doutor Mão do Paciente
Treinamento Intenso

A educação deve ser multidisciplinar, constituído, no mínimo, por uma enfermeira e uma nutricionista, podendo também ter a participação de especialistas de exercícios, psicólogas, farmacêuticos e médicos coletivamente qualificados para ensinar.

O programa deve conter tanto a documentação dos objetivos, quanto a avaliação dos resultados obtidos, de acordo com as seguintes categorias:

- O objetivo imediato é aumentar o conhecimento dos envolvidos;
- Já os objetivos intermediários buscam desenvolver atitudes que levem à mudança de comportamento;
- Os objetivos pós-intermediários visam as melhoras Clínica e Metabólica.

Enquanto que o objetivo de Longo Prazo é melhorar o estado de saúde e qualidade de vida do paciente, reduzindo ou prevenindo as complicações crônicas.

Lembrando que esse processo deve ser contínuo para atingir a todas essas categorias de resultados.

A literatura mostra que, quando as pessoas são motivadas a diminuir o peso corporal com dieta e atividade física, é possível reduzir o risco de desenvolver diabetes em 42% a 63% dos casos de portadores de pré-diabetes, ou seja, quando a glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL e/ou glicemia de 140mg/dL a 199mg/dL em 2h, no TOTG.

Indivíduos portadores de tolerância à glicose diminuída, TGD, são considerados de alto risco para desenvolver diabetes, já que 70% destes indivíduos desenvolvem a doença quando não recebem nenhuma intervenção.

E para finalizar, vamos ver algumas maneiras de conviver bem com o diabetes:
- Com a prática de exercício regular;
- Através da mudança dos hábitos alimentares;
- Ter uma boa adaptação psicossocial;
- Aderir à posologia da medicação;
- Fazer a automonitorização da glicemia capilar;
- Reduzir os riscos das complicações crônicas;
- Ter a capacidade de corrigir a Hipo e as Hiperglicemias.

Mulher sendo atendida